domingo, dezembro 05, 2004

Capricho dos ventos

Ao capricho de quais sejam os ventos
Não sei de onde venho nem quando vou
Procuro em cada taça o seu brilho
O frio do trilho, o cheiro do mar

Procuro no brilho de cada taça
O cheiro do mar que nunca me toca
No som do sol a refletir em mim
A curva do rio, a cachoeira na pedra

Em noites vazias
Humores vadios a vagar por vielas
Truncadas sem janelas nem sentido
Nas sombras sem fronteiras ou futuro
Transpiram pelo muro dos horrores

Fluam em seu curso natural, deixem-me
Para que eu possa dormir outra vez
e acordar desse mundo infernal




(Agosto 2001)