Máscara
No baile das máscaras, a mais bela disfaça a pior criatura, a mais traiçoeira e vil, aquela que joga sujo, porque é sua natureza. Enquanto todos tentam, se esforçam e manipulam para se dar bem, ou ao menos para evitar o mal contra si, aquele que fere e nunca sangra é o que tem o mal correndo nas veias. Não precisa de técnica nem de subterfúgios, apenas é assim. Vive seus infernos astrais como se estivesse de férias e, na volta ao trabalho, apenas retorna ao que sempre foi.
Será sempre assim? Alguém vai pará-lo? Domá-lo não será possível, porque preservará no íntimo sua natureza e, cedo ou tarde, ela se manifestará. Matá-lo pode ser a solução, mas quem de bem o faria? Somente alguém tão mau ou pior, e daí este tomaria seu lugar na mesma trilha de destruição e horror.
Ah! seres malévolos que habitam o mais escuro dos refúgios para onde se exilam os piores! venham buscar mais esta digna companhia! Caso se atrevam, pois mesmo aí ele exercerá seu poder arrebatador, seu dom maligno.
Ah! mas a máscara é tão bela que mesmo ele não se vê como realmente é! Olha-se no espelho e se orgulha e se assoberba! Reflete seu passado e vê, com lágrimas de alegria e jóia, todas as suas realizações! E ainda se assusta com a maldade, ingênua perto da sua, de quem tenta tirar vantagem das superficiais técnicas de malediciência, de manipulação da palavra, de exploração da credulidade humana... Se assusta e sente pena. Da sua próxima vítima.
(Março 2003)
Será sempre assim? Alguém vai pará-lo? Domá-lo não será possível, porque preservará no íntimo sua natureza e, cedo ou tarde, ela se manifestará. Matá-lo pode ser a solução, mas quem de bem o faria? Somente alguém tão mau ou pior, e daí este tomaria seu lugar na mesma trilha de destruição e horror.
Ah! seres malévolos que habitam o mais escuro dos refúgios para onde se exilam os piores! venham buscar mais esta digna companhia! Caso se atrevam, pois mesmo aí ele exercerá seu poder arrebatador, seu dom maligno.
Ah! mas a máscara é tão bela que mesmo ele não se vê como realmente é! Olha-se no espelho e se orgulha e se assoberba! Reflete seu passado e vê, com lágrimas de alegria e jóia, todas as suas realizações! E ainda se assusta com a maldade, ingênua perto da sua, de quem tenta tirar vantagem das superficiais técnicas de malediciência, de manipulação da palavra, de exploração da credulidade humana... Se assusta e sente pena. Da sua próxima vítima.
(Março 2003)

1 Comments:
Você se retrata muito bem neste texto. Palmas! ;)
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