O morcego e a lua
Fui buscar o dicionário na estante e, de passagem, cuidei de ver as gatas e as janelas. No nosso quarto, voa um morcego, errático, perdido, preso, voando por tempo mais longo e com manobras mais radicais do que aquelas com que costuma atravessar as copas e galhas das árvores. As gatas se agitam, nunca tinham visto um daqueles dentro de casa, embora já os conhecessem do jardim. Chilreiam excitadas, seguem-no a distância segura.
Levo alguns segundos olhando ao redor, com a cabeça vazia, até pegar a colcha do sofá, no escritório, pensando em apanhá-lo sem abatê-lo bruscamente. Lembrei de umas pescarias de moleque, quando agitávamos as varas de pescar, na estrada de volta para o sítio, para atraí-los. Uma vez derrubamos um: virou cobaia de curioso e, depois, defunto com lápide e cruz. Quando voltei, o de agora estava no corredor, e logo depois no outro quarto.
Ele procura insistentemente a direção da janela, que teve as venezianas fechadas, há coisa de 10 minutos. Provavelmente, tinha entrado por lá e agora sente a brisa fresca através das frestas, com seu cheiro de flor de limão-cravo, indicando seu ambiente de conforto. Fechei a porta do quarto, para evitar que voltasse a se perder pela casa, e as gatas ficaram conosco. Não, seu tonto, não entre no maleiro do armário, que esqueci aberto! Nem venha para cima de mim! Desviei-me dele usando a colcha como escudo, enquanto caminhava até a janela para abri-la. Foi o tempo de eu dar um passo de distância da janela e ele foi, quase se enredando no meu escudo de pano, depois de tanto desviar das parede e de mim. As gatas ficaram decepcionadas.
Pela janela aberta, vejo que a lua é nova, mas não muito - vai se deitar pouco depois da meia-noite.
Levo alguns segundos olhando ao redor, com a cabeça vazia, até pegar a colcha do sofá, no escritório, pensando em apanhá-lo sem abatê-lo bruscamente. Lembrei de umas pescarias de moleque, quando agitávamos as varas de pescar, na estrada de volta para o sítio, para atraí-los. Uma vez derrubamos um: virou cobaia de curioso e, depois, defunto com lápide e cruz. Quando voltei, o de agora estava no corredor, e logo depois no outro quarto.
Ele procura insistentemente a direção da janela, que teve as venezianas fechadas, há coisa de 10 minutos. Provavelmente, tinha entrado por lá e agora sente a brisa fresca através das frestas, com seu cheiro de flor de limão-cravo, indicando seu ambiente de conforto. Fechei a porta do quarto, para evitar que voltasse a se perder pela casa, e as gatas ficaram conosco. Não, seu tonto, não entre no maleiro do armário, que esqueci aberto! Nem venha para cima de mim! Desviei-me dele usando a colcha como escudo, enquanto caminhava até a janela para abri-la. Foi o tempo de eu dar um passo de distância da janela e ele foi, quase se enredando no meu escudo de pano, depois de tanto desviar das parede e de mim. As gatas ficaram decepcionadas.
Pela janela aberta, vejo que a lua é nova, mas não muito - vai se deitar pouco depois da meia-noite.

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