Da ridícula finitude das coisas
Algumas coisas perdem o sentido, antes mesmo de seu fim. Uma conversa, um exercício e até um descanso. Um carinho não deveria ter de sofrer desse mal. Há vidas, ou as houve, que assim terminaram, antes de se terem feito memórias. Outras coisas o retém, o sentido, digo, até ou mesmo além de seu fim, ainda que sejam elas próprias finitas.
E isso poderia ter sido o começo de uma declaração de amor, que estaria irremediavelmente perdida, se continuasse com "o meu amor é infinito blá blá bla". Ruim seria o tério sem fim, mas pior é o ridículo cômico da verdade emotiva.
Também ruim teria sido ser o início da ilusão do eterno tédio, levada ao chão pelo término de algo finito. Que também é ilusão aquela da fonte que não se há de secar.
(20nov2001)
E isso poderia ter sido o começo de uma declaração de amor, que estaria irremediavelmente perdida, se continuasse com "o meu amor é infinito blá blá bla". Ruim seria o tério sem fim, mas pior é o ridículo cômico da verdade emotiva.
Também ruim teria sido ser o início da ilusão do eterno tédio, levada ao chão pelo término de algo finito. Que também é ilusão aquela da fonte que não se há de secar.
(20nov2001)

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